domingo, 15 de novembro de 2009

FINALMENTE CASSAVETES . . .

A mesma alegria que senti ao ver os filmes do cineasta John Cassavetes (1929-1989) há alguns anos no Cinesesc, se repete agora ao ver que cinco deles acabam de ser lançados em dvd aqui no Brasil. Artista único, considerado o "pai" do cinema independente dos EUA, Cassavetes realizou uma obra autoral, produzindo ele mesmo seus filmes, com orçamento reduzido e contando com uma fiel trupe de interpretes que ajudaram a construir a obra desse homem que amava acima de tudo os atores. Talvez por isso ao ver seus filmes, podemos constatar que o ator é conduzido com amor, cuidado e maestria, para que possa ser o veicúlo que irá nos revelar o profundo e rico universo do diretor. Gena Rowlands, Ben Gazarra, Peter Falk, Seymor Cassel, são alguns dos artistas que foram seus parceiros constantes. Os Filmes lançados pela distribuidora Cinemax são "Sombras" (1959), "Faces" (1968), "Uma Mulher sob Influência" (1974), "A Morte de um Apostador Chinês" (1976) e "Noite de Estréia"(1977).
Alguns artistas me marcaram profundamente e para sempre. John Cassavetes é um deles.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

MAIS UM POUCO DE "CECI . . ."

Neste sábado dia 14/11, será realizada uma apresentação única do espetáculo "Ceci Beijou Peri, e aí José?" com Fernando Nitsch, no Teatro Célia Helena, as 19h, com ingresso a preço único de 5R$ (isso mesmo, apenas, Cinco reais!!). O Teatro Célia Helena fica na rua Barão de Iguape, 113, Liberdade.
Lembrando que a temporada do espetáculo no Teatro Ágora, segue até dia 16 de dezembro de 2009, toda terça e quarta as 21h - preço do ingresso 20$ reais. O Teatro Ágora fica na rua Rui Barbosa, 672, Bela Vista.
Vale conferir!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

CECI BEIJOU PERI, E AÍ JOSÉ?



É com alegria que vejo o "alçar vôo" da peça "Ceci Beijou Peri, e aí José" escrita e dirigida pelo saudoso Reinaldo Maia e interpretada com garra, amor, dedicação e propriedade pelo grande amigo e ator Fernando Nitsch. Essa é mais uma prova de que quando o artista tem algo a dizer, ele o faz sem pensar nas dificuldades. Esse projeto nasceu da fé desses homens no teatro, na coragem de levantar o espetáculo sem nenhuma verba, movidos pela certeza de que nada pode calar a voz da arte. E nesse caso, uma arte coletiva no sentido pleno da expressão: além do Fernado e do Maia, esse projeto foi gerado com a ajuda da Gisele Valeri, que cedeu inúmeras vezes a sala de jantar de sua casa para os ensaios, além de assumir a assistência de direção e cuidar da produção juntamente com o Nando. Muitos outros colaboraram entre eles o Erike Busone concebendo a iluminação do espetáculo, o pessoal do Folias, cedendo o praticável algumas vezes para os ensaios, o Celso Frateschi que abriu as portas do Teatro Ágora, acolhendo de forma generosa toda trupe envolvida, o Matheus,a Dani. . .Eu por sorte pude participar desse processo, e só tenho a agradecer à todos pela confiança depositada e oportunidade de aprendizado. Abaixo um trecho da nota que saiu na Veja São Paulo dessa semana:
"Ceci Beijou Peri, E Aí José? Um dos mais inquietos dramaturgos da cena paulistana, Reinaldo Maia morreu em abril, aos 57 anos, vítima de infarto. Como herança, deixou um trabalho na reta final de ensaios, que, agora em cartaz no Ágora Teatro, se revela uma grata surpresa. Em tom tragicômico, o provocativo solo parte de cartas enviadas pelo romancista José de Alencar a dom Pedro II, nas quais o autor de O Guarani defendia a escravidão, e passa por textos ensaísticos do historiador Sérgio Buarque de Holanda em Raízes do Brasil. O discurso teórico, porém, nem de leve permeia a montagem, que se comunica facilmente com o público. Muito à vontade, Fernando Nitsch é o protagonista, um ator prestes a subir ao palco. Revoltado diante das imposições do seu diretor e também do saldo da conta bancária, ele destila contradições, questionando as diferenças entre relações de servidão do século XVIII e as dos dias atuais. Sem perder o humor, Nitsch salta do restrito universo artístico para refletir sobre desigualdades sociais."
Lembrando que o espetáculo está em cartaz no Teatro Ágora, toda terça e quarta às 21h.
Ainda esta semana farei uma postagem sobre a apresentação única da peça no sábado dia 14/11 no Teatro Célia Helena.
Valeu Maia, valeu. . .

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

ARTE FEITA COM AMOR



Das coisas que mais me cativam e emocionam nessa vida é ver o teatro feito com amor. E na madrugada do último domingo para segunda, vi isso acontecer . Uma trupe de cinco trabalhadores amantes do teatro, levou ao palco do teatro do ator, a peça do querido amigo Paulo Cunha. Como é lindo ver a entrega, a dedicação e a paixão, que tanto carece nas inúmeras peças em cartaz aqui em sampa. Parabéns Paulão, Carlão, Dri, Edson e Edu Brisa. . .Parabéns guerreiros!!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

HOPE SANDOVAL. . .


Ainda é dificíl explicar o sentimento, a sensação ao ouvir a voz de Hope Sandoval. . . Existe algo oculto no seu jeito de cantar, não sei, como se estivesse tomada de um estado, como se a voz viesse de sua alma e não apenas de suas cordas vocais, como se sua única razão de existir fosse sua canção. . .
Vocalista de grupos como "Mazzy Star", "Hope Sandoval & The Warm Inventions", além de parcerias com "The Jesus & Mary Chain", "Chemical Brothers", nascida nos EUA, Hope Sandoval é um alento numa época como a nossa, onde aquilo que tem uma bela embalagem e um falso conteúdo, nos é empurrado goela abaixo como arte. Poderia sugerir aqui alguma canção específica dela, mas prefiro que cada um decida por onde começar. E que a voz dela leve você a lugares ainda não descobertos. Boa viagem!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

ARTE COMPARTILHADA

Esse espaço nasce com o intuito de compartilhar sobre a arte: compartilhar experiências, descobertas, sensações. . . sempre é claro na medida do possível, pois acredito que pelo fato de a arte ser, quase sempre, uma experiência transcendental única, as palavras dificilmente dão conta de traduzir essa pluralidade de sensações. Creio que cabe aqui apenas dividir humildemente as descobertas e que cada um possa experimentar por si só os inimagináveis caminhos que uma criação artística pode levar. Seja bem vindo, seja bem vinda!