segunda-feira, 23 de agosto de 2010

DONKA. . .


Semana passada aqui em sampa, tivemos o privilégio de assisitir ao espetáculo "Donka - uma carta para Tchekhov". . . "espetáculo" na concepção plena da palavra: de uma beleza ímpar, com imagens que ficam povoando a mente, o coração, a alma. . . imagens que nos remetem à outros tempos, outras épocas, outras dimensões, onde o tempo e o espaço não contam, não existem, não dão conta de medir algo imensurável. . . Donka é um sonho vivido ao vivo e coletivamente. . .é a esperança de que, apesar dos tempos difíceis que atravessamos, aquilo que é belo existe e nos aguarda pacientemente sentado, como se um século durasse apenas um segundo. . .

terça-feira, 10 de agosto de 2010

TADASHI ENDO - IKIRU


Ainda estou me perguntando: o que aconteceu sábado passado no Sesc Ipiranga? Ikiru, Tadashi Endo, Pina Bausch. . .o que de fato aconteceu? Não sei e provavelmente nunca saberei responder, mas algo para SEMPRE ficou cravado na memória, na alma. . .ao ver Tadashi Endo, não via um ser humano, mas sim todo um universo de seres. . .como se ele abrisse uma fresta, para que nós pudéssemos vislumbrar o que realmente nos espera,e que aquilo que chamamos de vida, na verdade é a sombra do que nos aguarda. Cremo-nos acordados, mas Tadashi Endo nos revela que ainda não despertamos. . .mas vamos acordar e qd isso acontecer, as infinitas sensações de sábado, serão na verdade a mais pura realidade. E o milagre se fará, e nós, como bilhões de Lázaros, sairemos de nossas tumbas e viveremos o milagre da ressurreição. Agradeço infinitamente a esse gênio, que humildemente, ao homenagear outro gênio (Pina Bausch)me transformou num ser humano melhor. . .ou menos imperfeito. . . Arigatô!!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

SHI ZEN 7 CUIAS. . .


Quadros em movimento. . . Uma figura humana (ou não) no centro do palco, aponta em vão uma possível direção. . .uma figura que poderia ser humana ou não, tenta romper sua própria natureza. . .a corrida frenética dos tempos modernos de humanos que se parecem tudo, menos humanos. . .a loucura do poder realizada pelos mortos-vivos. . .as roupas já não servem mais, não se precisa mais delas. . .os códigos que nos identificam como humanos foram maculados, estão mortos. . .o homem,em sua solidão, pretende ser o norte, aquele que nos guia. . .a pureza, sentada inocentemente de vestido vermelho já não pode mais gerar frutos, do seu solo só pode brotar sangue. . .aquilo que achamos ser um, na verdade é dois. . .humanos não humanos, já não somos mais tão grandes como imaginávamos. . .e como se fossemos um nada, iremos desaparecer, um a um, como se o pó, fosse o único vestígio de nossa passagem por aqui. . .SHI ZEN 7 CUIAS . . .