segunda-feira, 9 de novembro de 2009

CECI BEIJOU PERI, E AÍ JOSÉ?



É com alegria que vejo o "alçar vôo" da peça "Ceci Beijou Peri, e aí José" escrita e dirigida pelo saudoso Reinaldo Maia e interpretada com garra, amor, dedicação e propriedade pelo grande amigo e ator Fernando Nitsch. Essa é mais uma prova de que quando o artista tem algo a dizer, ele o faz sem pensar nas dificuldades. Esse projeto nasceu da fé desses homens no teatro, na coragem de levantar o espetáculo sem nenhuma verba, movidos pela certeza de que nada pode calar a voz da arte. E nesse caso, uma arte coletiva no sentido pleno da expressão: além do Fernado e do Maia, esse projeto foi gerado com a ajuda da Gisele Valeri, que cedeu inúmeras vezes a sala de jantar de sua casa para os ensaios, além de assumir a assistência de direção e cuidar da produção juntamente com o Nando. Muitos outros colaboraram entre eles o Erike Busone concebendo a iluminação do espetáculo, o pessoal do Folias, cedendo o praticável algumas vezes para os ensaios, o Celso Frateschi que abriu as portas do Teatro Ágora, acolhendo de forma generosa toda trupe envolvida, o Matheus,a Dani. . .Eu por sorte pude participar desse processo, e só tenho a agradecer à todos pela confiança depositada e oportunidade de aprendizado. Abaixo um trecho da nota que saiu na Veja São Paulo dessa semana:
"Ceci Beijou Peri, E Aí José? Um dos mais inquietos dramaturgos da cena paulistana, Reinaldo Maia morreu em abril, aos 57 anos, vítima de infarto. Como herança, deixou um trabalho na reta final de ensaios, que, agora em cartaz no Ágora Teatro, se revela uma grata surpresa. Em tom tragicômico, o provocativo solo parte de cartas enviadas pelo romancista José de Alencar a dom Pedro II, nas quais o autor de O Guarani defendia a escravidão, e passa por textos ensaísticos do historiador Sérgio Buarque de Holanda em Raízes do Brasil. O discurso teórico, porém, nem de leve permeia a montagem, que se comunica facilmente com o público. Muito à vontade, Fernando Nitsch é o protagonista, um ator prestes a subir ao palco. Revoltado diante das imposições do seu diretor e também do saldo da conta bancária, ele destila contradições, questionando as diferenças entre relações de servidão do século XVIII e as dos dias atuais. Sem perder o humor, Nitsch salta do restrito universo artístico para refletir sobre desigualdades sociais."
Lembrando que o espetáculo está em cartaz no Teatro Ágora, toda terça e quarta às 21h.
Ainda esta semana farei uma postagem sobre a apresentação única da peça no sábado dia 14/11 no Teatro Célia Helena.
Valeu Maia, valeu. . .

2 comentários:

  1. Grande Fabio.
    Parabéns pelo blog.
    Você é um cara do bem e da arte.
    Um grande abraço meu amigo velho.
    Meu e-mail oficial é m78@uol.com.br.

    Obs.: Tâmu devendo aquela breja!!!!

    ResponderExcluir
  2. Grande Markinhos!!!! Que bom vê-lo por aqui!!!Saudades de vc!!! Grande coração, grande brother!! Tamô devendo mesmo!!!rs. Mas tenho certeza que vamos "matar" essa dívida, em breve!!
    Abração!

    ResponderExcluir